O Site do Catimba está fora do ar?




E agora galera, será que a casa caiu? Se você não está acompanhado a treta, saiu uma reportagem que praticamente compara o CATIMBA ao jogo do bixo, um dos sócios do catimba mandou um audio pelo zap informando que o catimba não é jogo do bixo e la la la, contudo, muitas coisas estão fora da linha do trem na empresa e a acusação que seria jogo do bixo foi apenas o fio da meada e a coisa pode ter ficado preta pra galera do catimba forçando os mesmo a tirar o site do AR.

Veja um pouco da matéria abaixo.




” Ministério da Economia: liga de Cartola é tão ilegal quanto Jogo do Bicho… –

Liga comprou placas publicitárias de beira de campo em Flamengo x São Paulo e Fluminense x Grêmio

Enquanto as apostas esportivas não são regulamentadas no país, um site utiliza a base de dados do Cartola para receber mais de R$ 300 mil em apostas por semana. Conhecida como uma “liga”, a Catimba saiu do nicho dos grupos de WhatAspp ao comprar placas de publicidade nos principais jogos do último fim de semana e se promover como “a maior liga do planeta”. Para o Ministério da Economia, trata-se de serviço clandestino de “inequívoco enquadramento” na Lei de Contravenções Penais, equivalente ao Jogo do Bicho. Os donos e os apostadores estão sujeitos a punições que vão de multa a prisão. A Globo não informou se estuda medidas para combater as ilegalidades, enquanto os responsáveis negaram irregularidades.

O Cartola é um “fantasy game” gratuito, em tese enquadrado como um jogo de habilidade, equivalente, por exemplo, a um jogo de videogame. Já o Cartola Pro, serviço pago, foi aprovado no Ministério da Economia como uma promoção comercial, uma estratégia de marketing para alavancar vendas. Em síntese, para comercializar um pacote de benefícios a mais clientes, a Globo oferece recompensas via sorteio (um carro) ou premiação por pontos no Cartola (R$ 10 mil para o campeão geral, R$ 3,5 mil para o campeão da rodada).

Cada jogador pode participar de uma “liga” no plano gratuito e sete no Cartola Pro, sem concorrer a prêmios. É comum, porém, que os participantes de determinadas ligas (colegas de trabalho, alunos de uma mesma faculdade) apostem entre eles, informalmente. Em tese, não há crime, uma vez que o prêmio é a divisão do dinheiro arrecado. É o equivalente a um jogo de pôquer, legal no Brasil.

A liga Catimba começou assim e foi crescendo para proporções inéditas. Na 19ª rodada do Brasileirão, distribuiu mais de R$ 500 mil em prêmios, sendo R$ 191 mil para o time que mais pontuou. A liga fica com cerca de 10% do arrecadado a fim de “custos de administração”, o que significa cerca de R$ 640 mil só até aqui este ano. Os números atraíram concorrentes menores como o Grupo MG10, que distribui cerca de R$ 5 mil em prêmios por rodada.

Procurado pelo blog, o Ministério da Economia comparou o modelo com o Jogo do Bicho, proibido no Brasil desde 1941. “Há, no ordenamento legal vigente no País, apenas previsão legal para exploração de apostas de quotas fixas, restrita à temática esportiva. Por isso, ligas de cartola, como a tal ‘Liga Catimba’, estão, sim, passíveis de enquadramento na classificação de apostas esportivas e, no caso, a atuação delas é clandestina, portanto, irregular. É exatamente o caso. Trata-se, sim, de sistemática de apostas esportivas explorada sem o devido amparo legal. Em consequência, é inequívoco o enquadramento da operação da ‘Liga Catimba’ na qualificação penal discriminada no artigo 50, caput e §3º, alínea “c”, do Decreto-lei 3.688, de 3 de outubro de 1941″, comentou o ministério.

No caso, essa é a legislação que tipifica o Jogo do Bicho como contravenção. Pela lei, quem explora o jogo de azar é sujeito a prisão de três meses a um ano, enquanto quem aposta pode receber multa que vai de R$ 2 mil a R$ 200 mil.

É no fio do bigode

Sem regulamento aprovado pelo Ministério da Economia, a liga Catimba não oferece garantias de que os prêmios serão pagos, exatamente como acontece com o Jogo do Bicho.

“Inexiste garantia ao apostador seja lá do que for, em especial do pagamento da premiação porventura obtida por ele, apostador. A situação prevalecente, no caso, é de risco absoluto. No entanto, cumpre chamar atenção para o que ocorre com o dito ‘jogo do bicho’: há tanta frequência de pagamento de prêmios que a população apostadora acaba confiando nos ‘administradores’ do negócio, mesmo ciente do risco que corre de perder dinheiro pura e simplesmente”, avalia o Ministério da Economia.

A opinião é compartilhada por especialistas como o advogado Luiz Felipe Maia, um dos que estão sendo ouvidos para a regulamentação da aposta esportiva no Brasil. “É um risco para quem opera e para quem ganha. Se for entendido que isso é jogo de azar, quem participa também está sujeito à penalidade”, avalia o advogado, que cita que no Brasil ainda não houve uma discussão sobre se “fantasy games” como o Cartola são enquadrados como apostas ou “jogos de habilidade”. Por enquanto, o Cartola opera dentro da lei.

Professor da Fundação Getúlio Vargas e vice-presidente da Comissão Especial de Direito de Jogos Esportivos, Lotéricos e Entretenimento da OAB, Pedro Trengrouse também acredita que a liga se enquadra no crime de contravenção penal. “Se você considera que a inscrição na Liga é uma aposta, trata-se de contravenção penal. Se for uma liga Pro do Cartola, não vejo muito problema. Agora, se for uma operação paralela, sem nenhum controle, vejo uma série de riscos, tanto para o organizador quanto para os participantes.”

Além disso, os dois especialistas apontam para o uso irregular da plataforma do Cartola, que tem sua API (Interface de Programação de Aplicação, na sigla em inglês) aberta, permitindo que outros programadores acessem as pontuações. A palavra “Cartola”, curiosamente, não é citada nenhuma vez nos regulamentos disponíveis no site da liga, ainda que o jogo seja baseado nas pontuações do fantasy.

Procurada, a Globo enviou a seguinte nota: “a Globo segue estritamente a legislação que regula as promoções comerciais e não autorizou o uso do Cartola ou de suas propriedades para o desenvolvimento de ligas de terceiros com premiações em dinheiro”. A empresa, porém, não respondeu se monitora as ligas, se as considera ilegais e estuda alguma medida para barrá-las, questionamentos feitos pela reportagem.

Mais de R$ 10 milhões em um ano

Instituída como empresa no ano passado, a Catimba já movimentou cerca de R$ 6,5 milhões este ano e tem uma projeção de arrecadar pelo menos outros R$ 5,6 milhões. Como comparação, a Globo tem 436.508 assinantes no Cartola Pro, que pagam ao ano entre R$ 39,90 (assinantes recorrentes) e R$ 49,90 (novos). Isso gera não mais do que R$ 21,8 milhões de arrecadação para a Globo. Sozinho, o Catimba pode fechar o ano com 50% disso.

Até a 22ª rodada do Brasileirão foram feitas 532 mil apostas de R$ 10 pelo prêmio da rodada. Outras 8,4 mil pelo campeonato mensal (R$ 45), 2 mil pelo anual (R$ 300) e 1 mil pelo do segundo turno (R$ 125). O número de participantes tem crescido semana a semana e, se mantiver a média de 34 mil assinantes por rodada e 2 mil por mês, o Catimba chega-se a mais R$ 5,6 milhões.

Agora é esperar galera, pra ver se as coisas vão continuar, se a rodada de amanhã será computada. Logo agora que eu ia ganhar em 1°”

 

Judaria isso ae.

Só um adendo essa reportagem eu considerei bem tendencioso da galera da UOL, o que vocês acharam a respeito?

Patrocinador

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui